domingo, 13 de junho de 2010

As pessoas e elas próprias

"Todo aquele que se esquece
Do quanto bem se lhe fez
Só desse bem se recorda
Quando dele precisar outra vez!"


As pessoas são tão egoístas. Elas e elas primeiro. A vontade delas e o bem estar delas sobranceiro.
Se estão mal, rodeiam e sobrevoam. Se estão bem, nem vê-las.

Tenho de aprender a dizer Não! Tenho de aprender a não estar disponível. Tenho de aprender a arrumar o psicólogo de serviço. Tenho de embrutecer o meu coração.

Maldito "dharma" o meu!

6 comentários:

pinguim disse...

Não, deves continuar a ser como és; apenas deves habituar-te a que há pessoas assim...infelizmente.

Blog Liker disse...

Eu chamo a essas pessoas as vampiras profissionais ou as sugadoras de energias! :)

Posso dizer que muitas vezes sou o exemplo oposto do que descreves: para não aborrecer e/ou preocupar as pessoas com os meus problemas, não conto nada e guardo para mim a maior parte das coisas.

«Se as pessoas já têm vidas lixadas, para que vou ainda adensar mais a coisa», penso...

De qualquer forma, não sou capaz de dizer «não» quando alguém precisa de falar comigo. Caio sempre no «erro», mas não me sentiria bem se recusasse ouvir quem precisa de desabafar... Tanta dicotomia...

Abraço.

Pedro disse...

Pinguim - Realmente é difícil mudar a minha natureza, mas revolta-me ser porto de abrigo de tanta gente, e quando eu preciso, ando à deriva :s


Blog Liker - Qualquer dos termos se adequa perfeitamente.

Pois lá está, aquilo que escreves é precisamente aquilo que eu acabo por fazer, quando sou eu quer preciso de conversar, falar, estar com alguém.
Parece que não quero sobrecarregar ninguém com a minha nuvem negra e então vou acumulando e acumulando. Ou porque acho que as pessoas já tem, como mencionaste e bem, os problemas delas, ou porque acho que ninguém me saberá ouvir na dimensão que eu preciso que me oiçam.

Eu tou cá sempre. Ouço. Analiso. Converso. Aconselho. Estou com. Sou Amigo. Mas os pássaros curados voam. Por isso é que digo que a generalidade das pessoas é intrinsecamente egoísta.

Abraço

Blog Liker disse...

Claro que não se pode mudar do dia para a noite. Isso leva tempo... Tem de se ir dando uns «nãos» de quando em vez, até para dar muito nas vistas. :)

Agora, creio (modestamente) que também não podes partir do princípio que «ninguém te saberá ouvir na dimensão que precisas que te oiçam».

Isso é meio caminho andado para tudo ficar na mesma! Não?!

Blog Liker disse...

*para não dar muito nas vistas. Assim é que é.

Pedro disse...

Blog Liker - De facto fui radical com a veemência provocativa da minha frase:s Irão ouvir-me sim, tão profundamente quanto eu quero/preciso que me oiçam:)

E quanto aos Nãos, já começaram a fazer-se sentir:)